Mostrando postagens com marcador Agadá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agadá. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de janeiro de 2013

SAFO

                                                                                             Lepê Correia


Safado fomos,
Safados do trabalho forçado
Ele foi safado comigo
É preciso ser safado
Para compreender a liberdade.

É preciso ter se safado
Da escravidão, da submissão
Não ser "safado" com o irmão
Para não dar confusão
Safado
Eu fui "safado": perdão
Eu sou safado, não me acomodo
Não me permito prender.

Não quero esse safado aqui
Vai incentivar pelo exemplo...
Outros a se safarem
E acabar a escravidão
Assim não.

Um safado, dois safados, três safados
É uma safadeza
Levou o senhor à pobreza
É melhor não dar moleza
Safados Juntos: dureza
Pra senhor e pra patrão
Então, viva os safados
Por quê não?

                                                   

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

RESISTÊNCIA NEGRA (Um pequeno recorte – Séculos XIX e XX)

                                            

                                                         Lepê Correia

Não se nega a história que já foi contada,
Apenas que ela não é a única história possível.
                                                              Biu Vicente
                                                 (Doutor em História – UFPE)

             Desde que chagaram ao Brasil, no século XVI, os povos negros, escravizados, resistiram através de fugas, quilombos, revoltas armadas, irmandades religiosas, grupos de manifestações culturais e até mesmo com protestos extremistas como suicídios, externando suas insatisfações contra a escravidão e os maus tratos.
              O verbo resistir, vem do latim resistere – defender-se, conservar-se, durar, subsistir. Pessoas e animais possuem o instinto da resistência; é uma defesa, uma proteção usada pelos que são atacados em sua liberdade.
              
                              QUILOMBOS: Luta pela vida

               A formação dos quilombos, calcula-se que se inicia desde que o donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, recebe d’El Rei, autorização para importar negros e escravizá-los., em 1537, oficialmente. O quilombo foi um desafio permanente e um incentivo às lutas contra o sistema colonial em seu conjunto.
               Desde a formação dos Palmares, toda e qualquer oportunidade para a fuga sempre foi bem vinda. O negros aproveitaram as “guerras civis” de 1817 e 1824, como uma boa chance para fugirem. Dessas e outras fugas ocorridas no Recife, bem como nas vilas e povoados do interior, surge na floresta que partia do eixo urbano Recife/Olinda, até a vila de Goiana, o Quilombo do Catucá, chefiado pelo “comandante” Malunguinho. Destaque para o sapateiro Brazílio Machado, que ajudava os escravos a fugirem do engenhos de goiana e chegarem até lá.
                Malunguinho foi “um herói popular de tal envergadura que ascendeu ao altar das divindades populares pernambucanas, tornando-se uma entidade no Culto da Jurema”(CARVALHO,1998, p.7) Essa é uma das provas que para o povo negro, “resistência e ancestralidade não podem ser dissociadas. Desta união a sobrevivência brotou reunindo a ação para não morrer e não permitir aos ancestrais deixarem de existir...” (Salviano Feitoza)
       
               CABANADA: Uma das maiores rebeliões Pernambucanas.

                   Surgida na década de 1830, segundo Marcus carvalho, só superada por Palmares. “No lado oposto a Catucá , durou de 1832 a 1835. Juntou despossuídos rurais, quilombolas, índios aldeiados ou não, e até alguns pequenos e médios proprietários rurais” (CARVALHO, op.Cit. p. 400). Essa “gente da mata”, como era chamada, só conseguiu ser aplacada pela força do exército que a caçou, como animais, um por um.

REFERÊNCIAS

CARVALHO, Marcus, Liberdade: Rotinas e Rupturas do Escravismo, Recife, UFPE, 1998
CORREIA, Lepê, Canoeiros e Curandeiros, Recife, FUNCULTURA, 2006

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nelson Mandela

Olá pessoal!


       É com imenso prazer que inicio este primeiro contato, esperando poder
       lhes oferecer o que melhor de mim possa estar à mostra. Pode ser um
       sonho. Mas como até os grandes homens sonham....


Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos:” Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?"Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".  (Nelson Mandela - discurso de posse em 1994).