sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ADÃO FOI NEGRO . E ANÃO. (Parte II)


        Os cientistas buscavam encontrar a origem do Ser Humano no Oriente enquanto Leakey trabalhava duramente em suas escavações. A ciência se apoiava na descoberta do "homem de Java" e dos restos de um caçador datado de 300 mil anos, que vivera na Idade da Pedra, denominado o homem de Pequim.
      Leakey, entretanto, insistia em sua certeza de que a nossa origem começara na África, seguindo a afirmação de Darwin: "os primatas africanos assemelhavam-se muito ao homem, tanto quanto não se assemelhavam os primatas dos outros continentes"(ONGARO, 1975, p.41).
        Finalmente, em 1959, Louis e Mary Leakey, encontraram um crânio, na Ilha de Rusinga, na parte oriental do Lago Vitória, de um ser que foi chamado de nyapithecus africanus, ao lado de ossos fossilizados, com quase a mesma medida de partição, em uma mesma técnica, dando a impressão de que alguém os partiu para extrair os miolos e sugá-los.
     Resíduos vulcânicos encontrados ao redor dos fósseis e submetidos à análise de idade, diagnosticaram que aquele ser vivera há 20 milhões de anos. Na verdade, poderia não ser o tão esperado "homem", mas quiçá a ponta do novelo, o primeiro elo que tivesse levado ao primeiro Ser humano.
        Nesse ano de 1959, os Leakey gozaram de de muita felicidade, pois ainda teve mais surpresas. Mary, agraciada pelas erosões naturais do terreno, depara-se com os restos de uma criatura pré-histórica, quase que dispostos à superfície que, quando teve sua idade avaliada, o processo revelou uma vivência de 1.750 000 anos para a quela criatura, que foi chamada Zinjanthropus. Em árabe, Zinj significa África Oriental, e a palavra grega anthropus, significa, homem, humano.
  "O Zinj parecia uma variação do australopithecus africanus descoberto por Raymond Dart em 1924, uma criatura que tinha vivido na , mesma época que o Zinj, dotado de uma capacidade cerebral de 500 cm³ e que representava uma combinação de características humanas e simiescas extintas ...."(ONGARO, 1975, p.41-42). Mas, esse australopithecus, nada significava na evolução humana, uma vez que era alvo de dedução simultânea. Ao contrário, o Zinj, possuia mais semelhanças humanas do que qualquer outro , até então encontrado: "os seus contornos faciais não eram ainda os do homem atual, mas seu rosto não era tão protuberante quanto os dos simios. [...] Tinha uma capacidade craniana de 530 cm³" (Op.cit, p.42).                   ( Continua na próxima postagem)

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